"Porque a vida não é um conto de fadas e sim, um conto de fatos."

O lead da minha vida*

QUANDO? Minha infância e início da adolescência se basearam na ansiedade de passar as férias na casa dos meus avós maternos, em uma cidadezinha do interior paulista com pouco mais de seis mil habitantes. Não eram apenas as reuniões em famílias, os presentes trocados, os banhos de piscina e, tampouco, as brincadeiras de crianças entre vários primos que me enchiam de satisfação naqueles dias. Sobretudo, era em um quartinho de fundos, onde estava um dos primeiros computadores da época, com sistema operacional Windows 95 instalado, que vinha a minha maior alegria. Era ali o meu primeiro contato com o que viria a ser minha profissão depois de 15 anos.  

ONDE? Naqueles poucos metros quadrados funcionava a redação de um jornal impresso que, embora simplório e com pouca visibilidade, fazia com que meus olhos refletissem orgulho e influenciasse na minha futura escolha profissional. O redator era meu jornalista ídolo e avô, Olavo Aleixo de Paula. Homem sereno e intelectual, que colocava a ética acima de todo trabalho desempenhado, mesmo sem ter tido a oportunidade de passar por uma academia – hoje motivo de tanta polêmica entre a classe jornalística.

COMO? Enfim, foi observando o amor com que meu avô desempenhava aquele trabalho, foi contemplando aquela escrita diferenciada onde texto se mantinha sintonizado às imagens, foi aprendendo, aos poucos, a importância de transcrever as informações do cotidiano, que fui me descobrindo uma jornalista precoce. Sorte a minha, inclusive. Que teve o privilégio de escolher a profissão tão cedo.

POR QUÊ? Olavo Aleixo se foi e o desejo de me tornar uma jornalista permaneceu. Ainda garota, procurava participar de concursos literários e culturais da escola, simpósios de poesias e dizia aos quatro ventos que seria jornalista. Escrever sempre foi paixão, escrever informando passou a ser uma segunda paixão. Eu escolhi ser esse profissional que transmite conteúdo à sociedade, na busca contínua pela não manipulação da notícia. Que apura dia e noite e, dos plantões que desgastam mental e fisicamente, sabe tirar proveito do produto final, reconhecendo o jornalismo como peça fundamental no serviço prestado à sociedade.  

O QUÊ? Aos 18 anos entrei para a faculdade de Jornalismo, em Uberlândia, Minas Gerais. Cidade natal que tanto amo e admiro, berço de grandes profissionais da Comunicação. Enquanto tantos priorizaram o jornalismo de TV como meta profissional, eu só queria aprofundar meu vocabulário e torná-lo objetivo e imparcial, sempre escrevendo. Desde então fui articulista de alguns impressos e revistas comportamentais da região, na gratuidade mesmo. Não é desvalorizando a profissão, mas acredito que o jornalista nato vai além da necessidade financeira, o objetivo principal é fazer o que se gosta, independente dos obstáculos.  E o que sempre me deu grande motivação é ver meu nome assinado em textos jornalísticos.

QUEM? Meu nome é Caroline Aleixo, tenho 22 anos e esse é o lead da minha vida.

*Texto inscrito no 30° Curso Abril de Jornalismo (CAJ 2013) - promovido pela Editora Abril em São Paulo - que garantiu minha classificação para a etapa de entrevistas, com mais 357 recém-formados de todo o Brasil. Na edição foram mais de 2.200 inscritos. 


Lista dos convocados


Dedico cada momento da minha realização profissional ao meu querido vozinho e agradeço a proteção de São Francisco de Sales em cada passo dado. 

2 comentários:

D'Arc Aleixo Artesanato disse...

Com certeza se seu vovôzinho estivesse aqui, te aplaudiria de pé. Eu faço isso por ele.Siga sua luz.Bjos

w h stutz disse...

Muito bom ! Vocação brota que nem flor de campo, em terreno fértil então vira mata fechada e rica

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"Nunca satisfarei a todos e eu nem quero! Os célebres pensadores sempre foram criticados e nem por isso deixaram de contribuir para a inteligência e conhecimento humanos." (Carol Aleixo)