"Porque a vida não é um conto de fadas e sim, um conto de fatos."

Cotas para negros: propagação da discriminação

E o assunto não cessa. A discussão sobre as cotas universitárias para os negros aumentam e geram murmúrios de indignação a todo momento. Afinal, abrir “espaço benéfico” de inserção social para grupos
específicos levam sim às discriminações dos demais e talvez deles próprios. Dar preferências a uns indica a exclusão de outros.
Num país que tanto se luta pela igualdade social é contraditório falar em cotas para uns, mesmo porque, nada mais são do que uma hipotética distinção racial de quem necessita de um “empurrãozinho”
ou de quem tem capacidade própria de conquistar um futuro digno. Não é cor que julga o potencial de cada pessoa! Deveria ser o conhecimento intelectual, as oportunidades contruídas por mérito próprio.
Acredito que as políticas de cotas não passam longe de ser mais um meio de amenizar a má gestão política do País. Se as apontam como um apoio aos mais necessitados, por que negros? Melhor seria uma “cota para os menos favorecidos”!
Afro-descendentes, caucasianos, indígenas e qualquer etnia que seja, devem ser tratadas com medidas igualitárias. Se a acessibilidade educacional é mais favorável a uns, que os governos se movimentem e invistam fervorosamente numa política educacional mais exemplar, onde ricos e pobres
possam desfrutar do mesmo grau de ensino.

Educar a sociedade ou oportunizar a violência

Violência é um termo bastante discutido pelos diversos veículos noticiosos, pela sociedade, por nossos vizinhos. Violência virou ato vicioso, violência virou pauta pré-definida. Ela está por todos os lugares, inclusive, está na falta de oportunidades. A solução?! Quem sabe está na educação das nossas mentalidades...
Acredito que a sociedade moderna tem cultuado a violência. Cultua quando não dá as devidas oportunidades de um emprego, de uma formação acadêmica e de uma vida mais digna. É lamentável! Mas enquanto as portas da dignidade são fechadas a essas pessoas, as portas da imprudência e da ilegalidade são abertas (uma vez que vivemos no “Brasil da impunidade”), propiciando uma vida desenfreada, porém, mais acessível a quem muito esperou e nada recebeu.
Cultua quando os próprios representantes despreocupam-se com suas reais funções de colocar o País nos eixos e acabam por cometer “violência moral”. Violência moral, sim. Considero a corrupção política um total desrespeito para conosco, cria um sentimento de revolta e ira. E esse sistema?! Que só almeja consumir, consumir, consumir... E consomem as pessoas. E há aqueles que se revoltam por causa de atos violentos e fazem apologia a eles sem notar, ou alguém acredita que sair em manifestação incendiando carros e agredindo moralmente inocentes foge das concepções de danos a outrem? Nem notam. Virou automatismo humano.
Por isso, apelo por uma educação generalizada no Planeta. Já sabemos que não dá para esperar de quem muito diz e nunca faz, por isso, a corrente deve começar de cada um, simultaneamente, de preferência. Educação de berço, educação na escola, educação no trabalho e para nós que já passamos dessa fase: auto-educação. Ainda há tempo e boas oportunidades devem ser oferecidas, mesmo porque, das oportunidades é gerada a boa educação. E então, caro amigo... Vamos educar a sociedade ou oportunizar a ascensão da violência?

O Brasil da impunidade


E não é difícil adivinhar onde está estacado esse Brasil. Com a onda de escândalos envolvendo o Congresso, só neste ano, o sentimento de revolta da sociedade ganhou uma probabilidade ainda maior. E pensamos: “Até onde irá tudo isso? A corrupção é mesmo insaciável e indomável?”. Seriam boas perguntas se os meios mais eficazes para solucionar os problemas, não deixassem a desejar.
Uma política onde o decoro é nitidamente ignorado, onde o Conselho de Ética quase não aparece exercendo suas funções (pois, quase sempre de nada adianta), uma política onde ninguém assume as responsabilidades, uma política onde não fazem praticamente coisa alguma, senão, viverem ilicitamente numa boa.
E enquanto presos têm sido detidos além da pena cumprida, o Judiciário parece acobertar os principais criminosos, amenizando e conformando com esse caos político. Um total desrespeito humano! Ou como diria uma personagem de novela: “É a treva!” Se fôssemos analisar quantos escândalos políticos foram absurdamente arquivados nos últimos anos, nos frustraríamos. Cito, brevemente, dois dos que eu jamais me esquecerei.
O caso Renan Calheiros é um deles. O mais relevante do ano de 2007 e que mesmo com tantas acusações, só culminou sua renúncia à presidência do Senado, não houve cassação do mandato. A propósito, ele ainda está lá.
Outro mais recente é o caso do deputado do castelo. O “rei” do castelo de 25 milhões, Edmar Moreira, encontra-se impune até hoje, nem uma pena mais amena (para disfarçar) lhe foi aplicada.
E mais um “escândalo engavetado” está óbvio: Sarneygate. Sem cassação, sem renúncia, sem prisão, sem punição... Sem vergonha na cara! Parece muito viável: depois de todas as atitudes explicitamente fraudulentas, são cassados, renunciam ou não acontece nada. É a treva!
E como de costume, surgiu uma recente explicação para tantos atos irregulares (que de secretos não têm nada). Um peemedebista que vaga por aqueles lados aponta como causa, o fato da representação arcaica dos que ali estão, pois segundo ele, são da época do telefone. Será que essa tese o inclui? Só para constar: este político também esteve envolvido em algumas irregularidades no Parlamento.
Mas, se de fato esse é um dos principais problemas... Que tal uma inovação? Vamos colocar no Congresso Nacional gente da época do iPhone e que como requisito básico saibam criar softwares. Ora, alguém tem que honrar o “Ordem e Progresso” da nossa bandeira! Ou mais uma vez, vamos deixar tudo como está. Onde a punição cai inteiramente sobre nós, os brasileirinhos inconformados. O que só aumenta a confirmação do nosso analfabetismo político e/ou a de que estamos politicamente alienados. Há outra explicação?!

Não desisto de ser jornalista

Ultimamente o curso de Jornalismo tem sido “nascente” de muita polêmica. Nem uma lei de imprensa há mais e com a revoltante derrubada da obrigatoriedade do diploma no último mês de junho, muito stress foi gerado entre os 80 mil profissionais diplomados e milhares de estudantes do curso. Comunicação realmente é uma área desvalorizada. Não pela sociedade e muito menos pelo sistema capitalista que a rege, mas, principalmente por parte dos interesses particulares mais uma vez estacados no perfil dos sistemas de comunicação mundiais e principalmente brasileiros. Mas isso não vem ao caso, seria uma discussão sem nexo e sem retorno, porque, infelizmente são poucos os que lutam por seus direitos.
O fato é pensarmos o que ganhariam as grandes redações e agências de notícias sem profissionais qualificados. Concordo que formador de opinião qualquer um pode ser, mas um formador cidadão, ético e compromissado com o interesse popular não nasce simplesmente de um dom. É muito mais que isso... Vai muito mais além! Ou se esqueceram que o jornalismo contemporâneo está longe de ser opinativo?! Demanda imparcialidade e neutralidade, o dever é fazer um bom lead e repassar as informações com VERDADE e ponto final. Por isso acredito que as grandes empresas que prezem por profissionais bons e qualificados, se destacarão.
Todo curso, toda profissão tem suas dificuldades, cabe a nós nos empenharmos e sermos o diferencial dentre os tantos concorrentes. Confesso que me chateei com todas as justificativas e comparações ridículas de um jornalista com um cozinheiro, por exemplo. Mas nada disso é necessário para me levar ao desânimo. Se desde pequenina era essa minha meta, não vou entregar os pontos logo agora, muito pelo contrário. Quero dar o meu melhor mais do que nunca. Não serão esses magistrados que representam nosso País que me fará sentir humilhada e desvalorizada, que eles rasguem os seus diplomas, não o meu! Tenho certeza que minha qualificação será muito recompensada.
E outra que eu acredito que a causa não esteja perdida por completa, pois, pelo o que anda sendo cogitado pela mediação por aí, os sindicados e o Senado “formam uma união” para recorrer à derrubada e os direitos dos jornalistas perante o STF. Por isso eu digo: “Sim, Deus é jornalista”. E se optei por essa academia, há um propósito... E o futuro me mostrará.

Voo AF-447, reflitamos.

1º de Junho de 2009, dia de folga do trabalho, acordo cedo e logo ligo a televisão. Deparo-me com o suposto paradeiro de um avião que decolara do Rio de Janeiro com destino à Paris. Sumiço este que, previsivelmente, se confirmaria como mais um desastre aéreo... Repito: mais um.
Se vê a todo o momento nos noticiários, na tevê a debater, os motivos que levaram a tal tragédia. Primeiramente, uma explosão no ar; possibilidade do Airbus ter sido atingido por um raio, causando a pane elétrica; caiu no Atlântico? Não?... Todas as suposições decorrentes do mau tempo.
Mesmo que nada tenha sido constatado (ou noticiado ao mundo ainda), os motivos já não vêm mais ao caso nem de quem foi a culpa, quando o fato é que o avião sumiu e não há vestígio algum das 228 vidas que supostamente foram tragicamente finalizadas, uma lástima!
Quantas famílias estão entregues ao sofrimento neste exato momento, sem notícias plausíveis, sem poder identificar os corpos, não só as famílias como o mundo inteiro, chocado, se entristece com mais esse trágico acidente.
Mensagens de texto foram enviadas por passageiros aos seus familiares, momentos antes do desaparecimento do Air France-330. Mensagens como “Eu te amo” e “Estou com medo”. Dói-me e me emociona tudo isso, imaginem o desespero e aflição desses passageiros, é cruel!
Diante ao infausto acontecimento, reflitamos. Quão banal é reclamarmos de tudo, ficarmos insatisfeitos com tudo que nos acontece, quando coisas piores acontecem a todo o momento no Planeta. Se tivéssemos em uma viagem aérea e num piscar de olhos não existíssemos mais, que ‘sms’ mandaríamos aos nossos familiares segundos antes? No momento de pânico, quando já tivéssemos reconhecido toda a situação, o que pensaríamos, faríamos?
Por isso caro leitores, reafirmo aquilo que sempre insisto: vivamos intensamente! Façamos tudo aquilo que nos dá vontade de realizar. Que nada fique só no sonho, só no pensamento... Tenhamos fé e acreditemos. Pois nada se sabe sobre o amanhã, e poderíamos nós, estarmos no voo 447.
(Meus sinceros pesares a todas as famílias ‘ligadas’ a este acidente e que Deus tenha Consigo todos os que se foram neste voo.)

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"Jornalista é ter O DOM de manejar a palavra e PRATICÁ-LO com coerência e discernimento." (Carol Aleixo)
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