"Porque a vida não é um conto de fadas e sim, um conto de fatos."
Aonde foram as crianças?
ago
06
Houve uma época em que as viam em ruas brincando de pular corda e amarelinha. Outras saíam em turmas para brincar de pique esconde e bandeirinha estourada. Piqueniques eram tão comuns nos parques da cidade... Desenhos animados como Caverna do Dragão, Capitão Planeta, He-Man, sem contar os animes que passavam na Manchete, faziam a alegria de várias delas.
E para onde essas crianças foram?
Nesse tempo as bibliotecas e centros de pesquisa viviam cheios de gente, os estudos eram mais consistentes, as pessoas demonstravam uma intelectualidade mais crítica e as correspondências postais estreitavam a distância entre os amigos e os familiares. Nessa mesma época, crianças brincavam na rua enquanto os pais assistiam ao telejornal à espera delas para o jantar.
Para onde foram essas crianças?
Éramos nós, dos anos 90...
Muitos se dedicam aos estudos e buscam sucesso na carreira profissional, já outros foram precoces no trabalho, deram prioridade a ele antes mesmo dos estudos. Mas acredito que a maioria esteja satisfeita com o que foi vivido. E concordo quando dizem que os anos 90 foram a última infância.
Passou tão rápido, mas foi tão divertido!
E é triste ver que as crianças de hoje têm “amadurecido” rápido demais. Trocaram todas aquelas brincadeiras saudáveis pela tela do computador, pelas redes sociais. O progresso talvez, realmente, tem contribuído.
São horas e horas na frente de um computador, têm como ídolos os “Colírios da Capricho” ou são fissuradas pela saga Crepúsculo, parecem viver por isso. E pior são aquelas que estão nas filas das casas noturnas, menores, com um copo de Marguerita em mãos.
Isso diz respeito às de classe média à alta, do outro lado da situação, estão aquelas à mercê do mundo da criminalidade. Em uma entrevista, uma garota de 14 anos, envolvida em um homicídio na cidade de Uberlândia (MG), disse ao repórter: “Ajudei [na morte] e faço quantas vezes forem necessárias”.
E se a tendência é piorar, sinto muito medo e uma grande tristeza de ver em que ponto as coisas chegaram. A educação pode ser outro fator contribuinte. Quando se trata da “massa corpórea” a alimentação e os transgênicos? Quem sabe! É estranho ver uma garotinha de treze anos com o corpo de uma de vinte.
Assim é o perfil das “crianças” do século XXI: negam a infância, desconhecem que o ser humano passa por um ciclo vital onde as etapas deveriam ser compreendidas e, no mínimo, respeitadas.
![]() |
Imagino essas pessoas em sua fase adulta, sem muitos anseios, quase nada de expectativa de vida. Viveram antes o que deveriam viver naquele momento e agora? O que resta? Que Deus tenha piedade de nossas futuras gerações e que nós, continuemos rezando por nossas crianças. Ainda deve haver um jeito... Uma solução... Menos progresso... Sei lá! Quem souber que me avise. Enquanto isso permanecerei aliada à sábia Dona Esperança.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
- O lado de cá da comissão de formatura*
- O lead da minha vida*
- A problemática do diploma*
- My precious, o voto
- Aumentou o salário do vergonhoso vereador que humilhou o honesto trabalhador
- 04 de dezembro de 2011: o Corinthians, mais uma vez, entra para a história
- E ainda se fala em direitos humanos...
- Um país insular à mercê do caos
- Manifesto da liberdade
- Dilma: She’s the woman!
- Paz por anseio ou por conveniência?
- Se a Política virou piada, os palhaços somos nós
- Aonde foram as crianças?
- A Copa acabou. E agora?
Minha lista de blogs
Followers
About me

- Caroline Aleixo
- "Nunca satisfarei a todos e eu nem quero! Os célebres pensadores sempre foram criticados e nem por isso deixaram de contribuir para a inteligência e conhecimento humanos." (Carol Aleixo)
3 comentários:
Concordo com você em vários aspectos, apesar de te achar nova para fazer uma crítica tão séria quanto ao mundo infantil. As mudanças ocorrem, de uma geração para outra, e sempre foi assim. Talvez o diferencial, hoje em dia, seja mesmo a tecnologia, que como um instrumento nas mãos de crianças e adolescentes, tenha transformado o cotidiano de todos numa sociedade que alguns acreditam ser "pós-moderna"...
Tá certo, que a nova geração de agora, tem outros atrativos que talvez você não tinha na sua infância,(ou talvez até tinha)...mas a diferença está nos valores que as crianças do século XX, conheceram,antes mesmo de ter acesso a tantas novidades do mundo moderno.Mas podemos mudar o futuro de nossas crianças sim...Pai ser pai de verdade, Mãe ser mãe de verdade...isto é: exercer sua autoridade sobre os filhos, com amor e dignidade, ensinando-lhes os valores reais da vida,ainda que seja nos poucos minuto que tem com seus filhos...no colo e com muito carinho e afeto.Bjos
Adorei o texto! Conseguiu expressar tudo o que eu penso sobre essas crianças que não sabem o que é brincar de amarelinha, pique-esconde, pega-pega e por aí vai...
Acho que falta, por parte dos pais, consciência e saber impor limites, pois vêem na internet uma ferramenta para deixarem os filhos "ocupados" e assim podem ter mais tempos para eles mesmos...
Assim, a coitada da criança passa horas e horas na internet e esquece do mundo...dos pais..e o mesmo acontece com os pais que acreditam que filho está bem e feliz com o novo joguinho online ou do PS3....
Postar um comentário