"Porque a vida não é um conto de fadas e sim, um conto de fatos."

Viver a juventude do século é incompatível com namorar.


Ao pensar em elaborar este texto, encontrava-me presa a uma série de opiniões a respeito do que realmente fosse o amor. Indaguei-me os porquês de talvez não ser realizada em questões de relacionamentos. No entanto, me vieram as respostas e a idéia de compartilhar meu ponto de vista com vocês internautas e amigos de longa jornada.

Devido às experiências que vivi e às que presenciei (e presencio) percebo que nos dias atuais, os relacionamentos são em sua maioria incompatíveis com o nosso tempo. O que quero dizer é que nós jovens temos uma visão muito vaga sobre relacionamentos amorosos, principalmente, devido a nossa pouca vivência.

Acreditamos que ao apaixonar-se por uma pessoa, passamos a amá-la de imediato e depositar total confiança em tais. Acreditamos que essa, será a razão de nosso viver e a partir de então, vivemos em torno dela. ACREDITAMOS.

Reavemos os conceitos.

Amar é doar-se. É abrir exceção. É compartilhar e aceitar incondicionalmente o parceiro, sem mudanças muito drásticas. Realmente, não é o que fazemos.

Simplesmente, a juventude do século XXI banalizou o que antes fosse chamado de amor. Me aponte algum namoro que teve indiferença diante de coisas insignificantes como “scraps” no Orkut ou conversas no MSN. Não há. Discutimos por coisas tão pequenas como estas citadas, que torna-se em curto prazo intolerável o esgotamento da relação. Fica algo desgastante e frustrante.

Sem contar as crises de ciúmes excessivas. Poxa, na nossa idade? Cadê a auto-confiança e o auto-controle? “Quem ama confia”. Diante disso, tenho minha opinião formada. E sei que muitos irão concordar comigo, outros, certamente não.

Pois bem, o que acontece é que nós estamos pulando a melhor fase que temos pra aproveitar a vida. A JUVENTUDE. Definitivamente, estamos ainda, muito imaturos para distinguir: amar de ter afeição. Nos entregamos de corpo e alma ao primeiro “affair” que nos aparece. Mas gente, isso não resolve problema algum!

Sim, eu já tive relacionamentos. Na verdade namoro sério, dentro de casa, só um. Não foi o que eu sonhei mas foi lindo enquanto teve duração. Mais brigávamos do que namorávamos. Final das contas, ambos sofremos. Hoje em dia? Não temos contato. E se nos vemos em algum lugar, a “sem gracês” toma conta de ambas as partes. E pra fugir disso, viramos a cara e fingimos que não nos vimos. É estranho, magoa. Mas eu escolhi viver isso. Porém nada é proposital. Entendo que precisei passar por todo sofrimento antes, durante e depois, pra entender que eu realmente estou muito nova pra namorar. Mami sempre me dizia mas eu optei por não ouvi-la.

Hoje em dia, saio, danço, me divirto, faço amizades sempre, tenho uma vida perfeitamente fabulosa... aliás EU SOU UMA SOLTEIRA FABULOSA! Tenho a consciência de que namoros na nossa idade, não dão certo. Tenho um futuro profissional pela frente, anseios, planos, é tanta coisa pra viver... que eu perderia tempo demais tentando me dedicar a alguém nesses casos. Como diz um amigo meu “Pra que namorar se terminar é inevitável?” Agora eu concordo com ele. Não por opção, mas pelas circunstâncias.

Quero viver tudo que tenho pra viver, quero continuar recebendo elogios pelo Orkut, quero continuar fazendo amizades, quero conhecer novas pessoas, novas culturas, quero ser livre, quero usar as roupas que eu gosto, quero conversar com quem eu quiser, quero continuar saindo, quero dançar da minha maneira, quero VIVER como um JOVEM merece. Sei que Deus tem um propósito pra todos nós. Sei que o cara ideal aparecerá, porém, no momento certo. E eu espero. ASSUMO NÃO TER MATURIDADE PRA VIVER UM ETERNO AMOR. O meu único ‘eterno amor’ por enquanto, é o PRÓPRIO!

E vivendo intensamente como a nossa juventude demanda, eu tenho certeza que futuramente falarei aos meu filhos orgulhosamente: “Mamãe aproveitou a vida! Brinquei de boneca quando era criança, aprendi quando era adolescente e VIVI quando eu era jovem... até amadurecer e estar pronta para encontrar o papai! Hoje, sou a mulher mais realizada e feliz do mundo.”

Acham banal e engraçado? Pois bem. Namorem muito, se brigar e terminar, volte. Se você não precisa de experiência pra aprender, dê Graças a Deus (ou não). Se acredita ser feliz perdendo a sua juventude, o que você tem mais de precioso na vida, vá em frente. Mas se me surpreender na rua quando estiverdes na 4ª idade (sim, porque com certeza pulará também a 3ª.) nem ouse almejar ‘invejadamente’ minha felicidade, pois eu simplesmente responderei: assumi que era imatura e vivi a juventude do nosso século DEMASIADAMENTE.

(Escrito na tarde de Domingo de 02 de Novembro de 2008.)

8 comentários:

bruno disse...

Meu Deus!

Isso e digno de uma publicação de jornal em primeira página!

gaby_gonzaga disse...

The Best Jornalist!!

All this and brains too!

(L)ove you! Always!

Allyson disse...

Parabéns!

Muito bom Carol!

Na disse...

Gastou hein Carol !?

Você realmente será uma jornalista realizada e de muito sucesso, se é que já não posso considerá-la assim né !

Parabéns.

João Luiz disse...

TNYT first page !

opaskopaksokaopksopakospka

just about time!

=D

Rafael disse...

Carolzinha, muito bom seu texto, que venham outros semelhantes.

obs.:Criei um blog a uns 4 meses, você acredita que até hoje não escrevi nada? rsrsr

camila disse...

Nossa você sabe usar todas as palavras ,soube ter muita coerência , o texto foi muito bem elaboradoo...

ki lindo amoga te amo inteligentérrimaaaaaaaaaaaaaa

Carlinha disse...

hulálá!
escreveu tudo que eu penso flor!
to muito afim de conhecer pessoas, ter meu orkut em paz, e dançar, ler, sair e fazer tudo que eu tenho direito!
sem contar como a palavra amor ficou banal na boca de todos.."oi prazer..te amo"
aiaiai
eu realmente ameei seu texto, e tenho plena certeza que eu vou ver um jornal da vida e falar "yess, essa é minha amiga"
hehehe
bjãao!
e quero mais textos..
;)

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"Nunca satisfarei a todos e eu nem quero! Os célebres pensadores sempre foram criticados e nem por isso deixaram de contribuir para a inteligência e conhecimento humanos." (Carol Aleixo)