"Porque a vida não é um conto de fadas e sim, um conto de fatos."

O lado de cá da comissão de formatura*



Acredito que a formatura seja um momento tão especial quanto o casamento. Ainda não me casei - até espero que isso aconteça daqui uns anos e que meu namorado leia este artigo [risos] - mas me formei recentemente e tenho propriedade para afirmar que é uma experiência muito especial. Experiência essa que pode ser eternizada por meio das fotografias no Facebook, álbum, filmagem ou do diploma fixado na parede. No meu caso, a ocasião fez parte da minha história por um motivo a mais: a comissão de formatura.

Não sou cerimonialista, nem promotora de eventos ou qualquer especialista que seja no assunto. Sou uma ex-formanda que viu de perto o sonho de um ano inteiro de investimentos e conquistas estar por um triz devido à falta de planejamento, quesito primário e essencial para toda e qualquer organização de formatura.  Realmente é como todos dizem sobre muitas responsabilidades, muito estresse, dores de cabeça e noites de insônia frequentes. Por outro lado o aprendizado é enorme. Aprender a administrar as contas, a usar do convencimento para a tomada de decisões frente à turma, a escolher o que é mais prático e necessário para as festividades, entre tantas outras coisas.

E para você, caro (a) leitor (a), que pretende integrar a comissão de sua formatura, compartilho da minha vivência e sugiro algumas alternativas para evitar possíveis frustrações. Minha comissão não teve o auxílio de um cerimonial nos meses que antecederam a solenidade e resolvemos tudo praticamente sozinhas. Então essa é a primeira dica para não se sobrecarregar, feche com o cerimonialista desde o início e com ele trace o planejamento da festa.

Faça contratos. Antes de fechar qualquer procedimento tenha todos os contratos assinados pelos formandos em mãos, porque pecamos nisso também e durante o ano alguns desistiram da festa e o prejuízo foi totalmente nosso. Os formandos precisam saber que assumiram um compromisso e este não é apenas financeiro.

Divida funções. Será natural que um ou outro seja mais preguiçoso dentro da comissão, mas delegar funções é a forma mais organizada de todos trabalharem com responsabilidade, afinal, todo mundo quer formar e ter uma festa maravilhosa.

Tenha tudo na ponta do lápis. Faça planilhas e não exceda os gastos, feche cada pendência de cada vez.
Tenha autoridade, mas seja democrático. Isso não quer dizer que o pessoal da comissão deva ser autoritário, mas é que na medida em que as reuniões ocorrem muitos alunos, de fora da comissão, querem palpitar e ser contra as decisões. Uma boa ideia é fazer votação com todos os formandos para as decisões mais polêmicas.   

Por fim, saiba que o lado de cá da comissão não é tão cruel assim. Só por você ter escolhido estar ali, mesmo com tantas outras preocupações acadêmicas, pessoais e profissionais, você já é um diferencial e não merece estar na “zona de conforto”, pois tem muito a agregar.

Não é só questão de brindes, nem de descontos nos pacotes (em nossa comissão nem tivemos esses benefícios, muito pelo contrário, gastamos a mais do nosso próprio bolso) é questão de responsabilidade, de aprendizado que vale para toda a vida e de uma festa de formatura inesquecível! 

Quando você fizer sua entrada na colação de grau e no baile de gala vai poder respirar aliviado, emocionado, extasiado... E verá que todas as chateações e preocupações valeram a pena pela melhor sensação do mundo, a de dever cumprido.    

*Publicação feita na segunda edição/2012 da Revista Noivas in Fest

O lead da minha vida*

QUANDO? Minha infância e início da adolescência se basearam na ansiedade de passar as férias na casa dos meus avós maternos, em uma cidadezinha do interior paulista com pouco mais de seis mil habitantes. Não eram apenas as reuniões em famílias, os presentes trocados, os banhos de piscina e, tampouco, as brincadeiras de crianças entre vários primos que me enchiam de satisfação naqueles dias. Sobretudo, era em um quartinho de fundos, onde estava um dos primeiros computadores da época, com sistema operacional Windows 95 instalado, que vinha a minha maior alegria. Era ali o meu primeiro contato com o que viria a ser minha profissão depois de 15 anos.  

ONDE? Naqueles poucos metros quadrados funcionava a redação de um jornal impresso que, embora simplório e com pouca visibilidade, fazia com que meus olhos refletissem orgulho e influenciasse na minha futura escolha profissional. O redator era meu jornalista ídolo e avô, Olavo Aleixo de Paula. Homem sereno e intelectual, que colocava a ética acima de todo trabalho desempenhado, mesmo sem ter tido a oportunidade de passar por uma academia – hoje motivo de tanta polêmica entre a classe jornalística.

COMO? Enfim, foi observando o amor com que meu avô desempenhava aquele trabalho, foi contemplando aquela escrita diferenciada onde texto se mantinha sintonizado às imagens, foi aprendendo, aos poucos, a importância de transcrever as informações do cotidiano, que fui me descobrindo uma jornalista precoce. Sorte a minha, inclusive. Que teve o privilégio de escolher a profissão tão cedo.

POR QUÊ? Olavo Aleixo se foi e o desejo de me tornar uma jornalista permaneceu. Ainda garota, procurava participar de concursos literários e culturais da escola, simpósios de poesias e dizia aos quatro ventos que seria jornalista. Escrever sempre foi paixão, escrever informando passou a ser uma segunda paixão. Eu escolhi ser esse profissional que transmite conteúdo à sociedade, na busca contínua pela não manipulação da notícia. Que apura dia e noite e, dos plantões que desgastam mental e fisicamente, sabe tirar proveito do produto final, reconhecendo o jornalismo como peça fundamental no serviço prestado à sociedade.  

O QUÊ? Aos 18 anos entrei para a faculdade de Jornalismo, em Uberlândia, Minas Gerais. Cidade natal que tanto amo e admiro, berço de grandes profissionais da Comunicação. Enquanto tantos priorizaram o jornalismo de TV como meta profissional, eu só queria aprofundar meu vocabulário e torná-lo objetivo e imparcial, sempre escrevendo. Desde então fui articulista de alguns impressos e revistas comportamentais da região, na gratuidade mesmo. Não é desvalorizando a profissão, mas acredito que o jornalista nato vai além da necessidade financeira, o objetivo principal é fazer o que se gosta, independente dos obstáculos.  E o que sempre me deu grande motivação é ver meu nome assinado em textos jornalísticos.

QUEM? Meu nome é Caroline Aleixo, tenho 22 anos e esse é o lead da minha vida.

*Texto inscrito no 30° Curso Abril de Jornalismo (CAJ 2013) - promovido pela Editora Abril em São Paulo - que garantiu minha classificação para a etapa de entrevistas, com mais 357 recém-formados de todo o Brasil. Na edição foram mais de 2.200 inscritos. 


Lista dos convocados


Dedico cada momento da minha realização profissional ao meu querido vozinho e agradeço a proteção de São Francisco de Sales em cada passo dado. 

A problemática do diploma*



A área de Comunicação Social é uma das que mais empregam no Brasil. A última pesquisa sobre a indústria foi divulgada em 2008 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), que apontou serem gerados pelo setor cerca de 700 mil empregos diretos, com carteira assinada.  Além disso, atuam no ramo mais de 100 mil empresas, que desembolsam juntas pelo menos R$ 6,8 bilhões em salários e obrigações trabalhistas. No mesmo estudo os números mostravam a receita total do segmento de R$ 57,4 bilhões, desta, o Jornalismo liderava com a maior parte, sendo: R$ 1,6 bi em atividades de rádio, R$ 21,7 bi em atividades de televisão e R$ 25,3 bilhões de jornais, revistas, publicações e materiais gráficos.

Esses números apresentam bem o que o setor significa e a influência mercadológica dele, no entanto, a problemática do diploma para jornalistas pode colocar em cheque o que esses profissionais têm de mais valioso, mais, inclusive, do que o próprio rendimento financeiro: a credibilidade.

Há três anos o Superior Tribunal Federal (STF) caiu com a exigência de curso superior de Jornalismo para o exercício da profissão. Em agosto deste ano, o Senado aprovou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 33 que agora tramita na Câmara dos Deputados e deve ser votada até no final do ano. Se aprovada, a classe jornalística agradece. Mas o que me deixa mais intrigada é como a obrigatoriedade de um diploma cai em pleno século XXI, quando tanto se fala em qualificação profissional. Isso é retrocesso, não?!

Desde a infância muitos elogiavam minha escrita e habilidade de me comunicar muito fácil com as pessoas, diziam para eu ser jornalista. Eu realmente quis ser. Não por escrever bem ou ser comunicativa, como ponderavam, sobretudo, porque foi na faculdade que tive meus primeiros contatos com os princípios e valores éticos de um comunicador, foi ali que me formei PROFISSIONAL.

É realmente retrógrado achar que para ser jornalista a formação é desnecessária. Se comunicar, escrever bem e ser formador de opinião são quesitos essenciais sim, no entanto, não excluem a necessidade da leitura, de debate e de outras questões práticas abordadas dentro de uma universidade.  Já ouvi colega de profissão dizer que faculdade não adianta nada, pois muitos recém-formados saem sem saber ler e escrever. 
Agora imagine se esses profissionais nem tivessem passado por uma academia e estivessem no mercado mesmo assim. Fora de cogitação.

A oportunidade de se tornar um profissional por mérito e reconhecimento todos têm, de fato não será o diploma a interferir. O problema é minimizar a profissão em relação às outras, diminuindo esse profissional que ficou no mínimo quatro anos sugando informação de professores, estudando o Código de Ética, se preocupando com os conceitos e aplicando na prática... Desvalorizando esse profissional que depois de conquistar merecidamente um diploma, vira noites nas redações, se dedica aos plantões dos fins de semana, abre mão de feriados e férias com a família, tudo isso para garantir que a informação chegue à sociedade de forma responsável.  

Reivindicar pelo diploma para jornalistas é lutar em prol da educação, da disseminação do conhecimento e da democratização da informação. E pelo o que eu saiba lutar por isso nunca foi demais.

* Artigo de opinião publicado na Revista Elite Business



  

My precious, o voto


E aí que completados dois anos das últimas eleições, nos veremos frente a frente com uma caixinha eletrônica, quase mágica, novamente.  Aquela sabe?! Que com uma tecla verde pressionada é possível decidir nosso destino pelos próximos quatro anos.  Parece filme de ficção: o futuro garantido por um aparelho moderninho. Uau!

Mas, assim como na maioria dos filmes, a máquina não tem vida própria e por trás daquela impressionante caixinha de teclas, há sempre alguém com maior poder de decisão para manuseá-la. Com desmotivação ou não, são alguns segundos para fazer uma única escolha, importantíssima por sinal, capaz de comprometer a vida de milhares.

Muita responsabilidade para um só. Por isso, como cidadãos merecedores que somos, foi graças à nova Constituição de 1988 que deixamos de ser escravos de uma política para poucos e recebemos de presente a reabertura democrática. Hoje já somos mais de 100 milhões e temos o direito de escolher quem deve nos representar no Legislativo e Executivo. Ainda sim, tem gente que não faz o mínimo esforço para entender a peça fundamental que é para esse processo. Simplesmente não faz valer a sua opinião, desperdiça a chance de contribuir para a história da sua nação e ignora sua responsabilidade de cidadão.  Muito cômodo, não?! Para aclamar ainda mais o ‘ão’ essa gente se dá por satisfeita em apenas dizer: Político ladrão!

Se há tantos candidatos corruptos, se há tantos parlamentares que nos desmotivam todos os dias com pouca representatividade e muita “sacanaji” - como já diria um amigo -, acredito que o problema está em nossa falta de intervenção. Hastear a bandeira, vestir a camisa, mostrar que se preocupa e provar que está aí para tudo isso sim. Este é o começo, meio e fim para as mudanças, porque NÓS daremos o veredito.

Contribua para a história política e valorize sua chance nas próximas eleições. A conquista da Ficha Limpa está aí para provar que realmente somos capazes. Estude, compare e avalie os candidatos, faça valer o direito que foi conquistado com muito suor pelos nossos antepassados.

Neste momento estamos com toda atenção voltada a NÓS. Os candidatos municipais desejam nosso voto como Gollum desejava o anel em O Senhor dos Anéis: “my precious, my precious”. Temos o precioso e podemos decidir a quem dá-lo. Eu sou a favor do voto consciente para uma política mais transparente. E você, caro leitor eleitor?   

Aumentou o salário do vergonhoso vereador que humilhou o honesto trabalhador


Dizem por aí que vergonha é matar, roubar e prostituir. No meu país isso tem outro significado: política. MATAM a dignidade, ROUBAM na maior cara lavada e PROSTITUEM os princípios morais ao agirem com tanta frieza e hipocrisia quando se trata dos interesses públicos. Dessa vez o País da Piada Pronta se viu frente ao ridículo noticiário: “aumento abusivo no salário dos vereadores”.  Como se não bastasse o projeto de lei aumentando o número de cadeiras nas câmaras municipais, agora deram para humilhar o eleitor com o reajuste que varia de 50% a quase 130% - dependendo do município.

Isso quer dizer que enquanto você luta por melhores salários e condições trabalhistas da sua categoria, eles organizam algumas reuniõezinhas e está tudo certo. Você precisa da aprovação quase que unânime das autoridades para aumentar 0,1% do seu salário, mas eles não precisam ouvir a população para decidirem aumentar o deles. Quando consegue fazer com que aumentem, é obrigado a engolir o depoimento: “o salário mínimo deveria ser R$543, mas arredondamos para R$545. Uma colher de chá, que dá um pouquinho a mais para o trabalhador".

Ok. Posso surtar?!


Não entendo nada além do básico de economia, mas ouço muita coisa relacionada a tal da inflação sobre os cofres públicos. Está aí uma explicação concreta para polemizarem tanto a questão do reajuste do salário mínimo para o servidor. Agora me diz, contratar 30 assessores por candidato, pagar funcionários fantasmas e aumentar o salário dos agentes políticos em mais 50% de uma só vez, não é um ARROMBO aos cofres não??? Dinheiro NOSSO que poderia ser destinado a tantos infortunados que morrem por causa do atendimento precário das unidades de saúde públicas, a outros que morrem de fome escorados nas sarjetas e viadutos, àqueles que dependem de incentivo para prestar solidariedade aos que não têm condição de se sustentarem, àqueles entregues ao vício da bebida e das drogas porque não há clínicas de reabilitação gratuitas suficientes para atendê-los e ao trabalhador honesto, que sustenta sua família com R$30 mensais e tira do seu sustento a farinha misturada ao feijão para dar o que comer aos filhos.

Caros políticos, elegemos vocês em todas as legislaturas na esperança de melhorias a favor da sociedade e não em benefício próprio. Vocês são representantes do povo! Se estão aí é porque algo tem de ser feito e isso não implica num reajuste de 54% para vocês enquanto aqui fora o eleitorado GRITA por mais justiça e dignidade. Como políticos eu não sei, mas se seres humanos têm consciência, a de vocês não pesa nem um pouquinho?!

Em Uberlândia, assim como nas demais cidades revoltadas com seus representantes da câmara, vereadores passam a ganhar de R$9.755 mil a R$15.031,62 mil por mês, válidos para a próxima legislatura. Quatro de 20 votaram contra, são os chamados “da oposição”. Demagogia ou não, tem vereador preocupado em fiscalizar se a oposição vai abrir mão do reajuste. Dois recados:

Não se preocupe que a imprensa e a população estão aí para isso;

Ao invés de se preocupar com algo tão superficial, preocupe com suas promessas de campanha que ainda não foram cumpridas e principalmente com os dados trágicos que ainda tornam Uberlândia atrasada em muitos aspectos.

Minoria da oposição, não nos decepcione! Em vocês estamos depositando nossas expectativas para as próximas eleições. Podemos acreditar na integridade e ética política a partir de vocês, e bater de frente com “os fodinhas” fará valer a pena, afinal, vocês precisam mais dos 600 mil do lado de cá do que dos 16 do lado daí.

Cidadãos que não exercem o direito de votar, vocês são mais incoerentes do que imaginam. Recriminam tanto a política da SUA nação no mesmo tempo que pode fazer a diferença, mas não faz. Se muitos inescrupulosos estão à frente das bancadas foi porque você ignorou seu poder de decisão. Critiquem! Xinguem! Mas VOTEM!

Eleitores, arremessar ovos, dar unfollow ou block em vereadores nas redes e assinar petições disponíveis na Internet pode não resolver a questão, mas estejam certos que provam aos mais interessados que podem até tentar calar o povo, mas o povo jamais será calado. Quanto mais desaprovação, quanto mais interferirmos nas decisões equivocadas dos nossos políticos, mais voz ativa teremos para decidir os caminhos por eles tomados.

Tomem nota!

E aproveitem para assinar publicamente sua REVOLTA: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N17922.

04 de dezembro de 2011: o Corinthians, mais uma vez, entra para a história

Domingo, 04 de dezembro de 2011. O dia que uma torcida diferenciada pela sua raça, amor e determinação acordou com um sentimento de angústia contrastado com orgulho. Sentimento este que foi superado pela sede de levantar mais uma taça em nome da honra de um grande ídolo brasileiro, o artista da bola, Doutor Cidadania, Magrão, o Sócrates, Doutor Sócrates.

Morria um ídolo e nascia mais um padroeiro para 30 milhões de torcedores. Talvez não santo, mas digno de toda glória pela República Popular do Corinthians.

Quando se trata de bom senso, nenhum assunto é restringido a minorias, a uma única nação, mas a várias! Dia 04 de dezembro de 2011, são-paulinos, santistas, flamenguistas e tantas outras torcidas prestavam suas homenagens àquele que lutou em campo e fora dele. Àquele que suou com a camisa da seleção brasileira 63 vezes e fez bonito. Àquele que, 302 vezes pelo manto alvinegro, concebeu o maior movimento de futebolistas do Brasil: a Democracia Corintiana. Àquele que vai, mas deixa um legado ao futebol brasileiro. Admirável, magistral e incontestável.

Vai, Doutor Sócrates! Vá em paz!

04 de dezembro de 2011, o dia em que mais uma vez o Corinthians entrará para a história. Contestado! Invejado! Odiado! Mas o que se pode fazer quando o destino mais uma vez prova que o Corinthians é um diferencial do futebol? Que vai além de qualquer compreensão humana? Fanatismo? Talvez não. É amor mesmo, é paixão.  

O Corinthians vai levar o penta e vai ser hoje, porque o Sport Club Corinthians Paulista é dor, é sofrimento, é raça, é humildade e até permite o sofrimento da nação, desde que ele seja compensado com conquistas. Quer mais?

Hoje, com a mesma firmeza de sempre, o Corinthians hasteia sua bandeira e faz prevalecer suas cores! No dia de falecimento de um de seus maiores nomes, o Timão conquistará mais um título.  Por isso eu sou Corinthians, por isso eu sou louca, por isso eu me emociono e estou dentro das estatísticas. Em relação àquela história de Libertadores? Ok. Será um título bem-vindo no ano que vem, mas aprendam que UM título é pouco demais para subestimar o Corinthians, queridos torcedores alheios.  Podemos não ter Libertadores, mas tivemos Sócrates, como tantos outros motivos que nos abstém de preocupar com coisa pouca. Se para vocês um time sobrevive de títulos, me desculpe, mas então não somos apenas um time. E mais uma vez, isso vai além da compreensão de vocês...

Cerro meu punho, levanto o braço direito e grito “Sou Corinthians 101 anos e eternamente, sou pentacampeão”.    

Obrigada, Sócrates BRASILEIRO (e corintiano) Sampaio de Souza Vieira de Oliveira. Porque foi ouvindo e lendo sobre quão bom você foi, que meu amor pelo Coringão foi consolidado e cresce a cada dia. Esse título será por você!




Assim o dia terminou. Milhares estiveram lá para ter certeza de que o time do povo era o campeão daquele Brasileiro. 2011 foi pela centésima primeira vez consecutiva o ano do Corinthians.


Assim foi feita a vossa vontade...




... E eu vou contar isso aos meus netos.

E ainda se fala em direitos humanos...

Na última semana tive a oportunidade maravilhosa de conferir a peça teatral “O Caso dos Irmãos Naves”, a história de dois irmãos (Sebastião e Joaquim) que foram torturados brutalmente e condenados injustamente por um crime que não cometeram e que nem existiu, na cidade de Araguari, no Triângulo Mineiro. Vale lembrar que o caso ocorreu em 1937, época em que foi instaurado o regime ditatorial de Vargas. A condenação dos Naves foi considerada um dos maiores erros judiciais do Brasil. Uma história triste e verídica – o que a torna mais triste ainda.

Sabemos que os sistemas brasileiros Judiciário e Penitenciário são falhos e, em muitas vezes, a sociedade ensandecida por justiça dá seu próprio veredito, mas não entende a pressão e a complexidade da democracia nos processos. Relembre o caso da Escola Base. Agora considere o julgamento dos Nardoni, provas, sempre as provas, sem elas qualquer julgamento é arriscado. Mas não estou aqui para ficar do lado de ninguém e muito menos para discutir sobre o Judiciário, que deveria funcionar, mas quero focar nas forças de segurança que, geralmente, usam da violência para coibir o crime, justificando que a Justiça tarda e falha. E isso não é um ato criminoso?

Quem me conhece sabe o quanto me revolto com a polícia do Brasil. Se na época da ditadura vários irmãos naves foram torturados, humilhados e tiveram seus direitos e esperança massacrados, me questiono se ainda não vivemos num regime TOTALitário em pleno século XXI. Onde policiais são postos em cargos para amenizar a criminalidade no País e, ao contrário, motivam a injustiça, violência e instigam a corrupção ainda mais.

Policiais que deixam “passar batido” os direitos HUMANOS e tratam pessoas como animais, lixo e as únicas palavras de solidariedade são: “estrebucha, estrebucha”. Policiais que nos meus imaturos 18 anos entraram na frente do veículo em que eu estava para arrastar um andarilho pelo cabelo de dois a quatro quarteirões. Ah! Com os pés descalços e calcanhares no asfalto, sangue, bastante sangue. Policiais que espancam, matam, abusam do poder e acreditam estar fazendo justiça. A mesma polícia que tortura usuários e traficantes de drogas é aquela que recebe propina para “facilitar” a fiscalização do setor, a mesma que já vi USANDO e TRAFICANDO como qualquer outro meliante, independente de uma farda ou distintivo. Corruptos! Injustos! Tão criminosos como muitos criminosos!

Deixo claro: em momento algum defendo bandidos, mas sempre, defendo SERES HUMANOS. Acredito que você está questionando agora o que sempre me questionam: “quero ver se apontarem uma arma para a sua cara ou matarem algum familiar seu, se a posição será a mesma”, ou talvez “você fala isso porque nunca perdeu um filho para um FDP drogado e bandido”... Ok. Isso também é revoltante! Mas repito que não estou defendendo a corja de traficantes, estupradores e assassinos. Corro riscos todos os dias, como todo mundo! Eu só acho que a forma como a maioria das milícias, polícias civis e federais age - porque dos agentes que conheço nenhum me fez pensar o contrário – está completamente fora dos princípios básicos de humanidade e justiça.

Matar, maltratar NUNCA foi e JAMAIS será uma solução para o fim da criminalidade. Desde criança sei que violência gera violência. Se a Justiça não funciona e não mantém presos os criminosos, justificar sangue com sangue e fazer justiça com as próprias mãos não ameniza em nada o problema. Julgar e condenar são problemas do Judiciário, se um cara tem 50 passagens pela polícia e continua cometendo delitos, o problema também é do Judiciário. Se ele é cara de pau, zomba da Justiça, ganha milhões de acessos no YouTube, todo mundo ri e bate palma, o problema é da Justiça. Se a Justiça não cumpre com o seu dever, aí sim o problema é nosso! O que não quer dizer que sair matando vai acabar com todos os bandidos da face da Terra, porque não vai!

Há duas semanas em um bar, sentada na mesma mesa de um  PM (mesmo há meses sem a carteira oficial da profissão e, ainda sim, portando arma de fogo na cintura), ele disse: “Bandido tem que morrer! Já tenho três processos por homicídio e vou me livrar dos três”. Não! Bandido não tem que morrer. Bandido tem que ir para cadeia e cumprir toda a pena, isento de qualquer mordomia. Da mesma forma que matam inocentes, quantos e quantos policiais também já fizeram o mesmo? O que difere tais de criminosos propriamente ditos?

São questões que ficarei maquinando a vida inteira. Sou defensora da vida e da justiça e serei contra qualquer atitude que faça cair por terra esses valores. Defendo a paz, repudio a tortura e o excesso da força policial. Num momento em que tanto se discute sobre os direitos humanos é irônico ver que as próprias instituições que fiscalizam o cumprimento da Lei, explicitamente, assumem uma postura contraditória aos seus deveres.

Que Deus nos abençoe e tenha compaixão da humanidade! Amém.




pensador.info


Um país insular à mercê do caos

Foi no dia 11 de março de 2011 que o país, cuja expectativa de vida é a maior do mundo, sentiu o sétimo pior tremor de terra registrado na história mundial. Não seria tão trágico se não fossem 8,9 graus apontados na escala Richter, consignando o pior terremoto de todos os tempos no país asiático.

Um abalo sísmico que não parou por aí. Seguido do grande tremor, uma onda de mais de 10 metros “varreu” toda a costa nordeste do território ceifando mais de 10 mil vidas e desabrigando outras 500 mil, agora, as notícias giram em torno de uma possível crise nuclear, talvez a mais grave depois do desastre de Chernobyl, há três décadas.

Ok. Desses dados todo o mundo está cansado de ouvir, ler e estudar nos livros escolares do ensino fundamental, mas chamo a atenção para um ponto crucial: como uma nação passa por tudo isso e continua levando uma vida, aparentemente, normal?

Será que só eu reparei que os japoneses, mesmo em meio à tamanha devastação, reconstroem suas vidas de forma praticamente tranquila? Assustados, mas não desesperados. Famintos e sedentos, mas não desorganizados. Me pergunto a todo momento: Que tipo de população, em situação semelhante à asiática, consegue entrar em uma fila para adquirir um copo d’água e uma porção pequena de arroz de forma comportada e sem provocar nenhum transtorno?! Ou que tipo de população vê seus filhos sendo deixados para trás por causa de uma possível contaminação radioativa e consegue disfarçar a aflição?! 

Sei lá se são questionamentos um tanto quanto lúdicos da minha parte ou se minha indignação se deve ao fato de ter crescido em uma cultura completamente calorosa, para não dizer egoísta. Imagine se uma catástrofe de tamanha proporção acontecesse no Brasil? Melhor, valorizemos o bom senso e não ousemos a pensar. Muitos até poderiam me responder que, para uma grande potência econômica como o Japão, tudo flui mais fácil, é natural... Mas creio que a situação é mais cultural e educacional do que econômica.

Até aí tudo bem, mas nos seus altos e baixos, não dá para negar que os japoneses passam por um momento delicado de reestruturação, não digo em questão de recursos, pois é meio óbvio que isso não é empecilho algum ao Japão que se recuperou recentemente de uma crise econômica, ou é?  Levo mais em consideração a questão de trabalhar o psicológico e a esperança de conviver na incerteza do próximo passo e de quando será o próximo fenômeno natural, propriamente dito, a ser alertado pela Defesa Civil.

Seja por questão cultural, política, religiosa, econômica ou de posição geográfica, a verdade é que a “Terra do Sol Nascente”, pós-tsunami, está fragilizada e à mercê de um caos que só tende a se alastrar pelos próximos anos. Vai se recuperar, como sempre o fez, mas não para por aí até se estagnar. Pobre povo! Pobre Planeta! E sempre ela... A esperança. 

Imagens: Ilustração/ Internet

Manifesto da liberdade

Estamos acompanhando uma onda de manifestações no mundo inteiro, onde os mais variados povos reivindicam governos mais liberais, transparentes, com participação direta da sociedade ou apenas... Um governo. Talvez para muitos de nós, que estamos do lado de cá do mapa, não seja muito interessante tomar conhecimento do que tem acontecido, mas isso se dá, principalmente, pelo fato de já pertencermos a um Estado laico, por vivermos num país livre e democrático. Um sistema falho, mas DEMOCRÁTICO! Porém, devemos levar em consideração que só somos o que se somos e vivemos da forma que vivemos, por conta dos nossos antecessores, da nossa história, por lá atrás um grupo significativo de pessoas ter sentido a necessidade de engajar a sociedade em assuntos relacionados à administração de um país. Ou alguém se esqueceu do Golpe Militar de 64?
Logo, ao contrário do que tenho ouvido por aí (“e eu com isso?”, “o Brasil já tem um parlamento caótico demais para me preocupar com outros países”), o mínimo que devemos fazer é parabenizar, sim, as iniciativas de protestos.
As manifestações se tornaram capas dos veículos de comunicação mundiais após o clamor de uma parte considerável do Norte da África pela liberdade: o Egito!
Por pouco mais de duas semanas, protestos mostravam a insatisfação da sociedade egípcia com um sistema ditatorial que permeou por três décadas. TRÊS DÉCADAS! E isso foi lindo!
Claro que desconsidero as ações de protestos equivocadas como se jogar em frente de carros, ou colocar fogo no próprio corpo, mas enfatizo sobre o objetivo unânime de lutar por um único interesse. Às vezes, a ansiedade pela liberdade faz com que os seres humanos percam a racionalidade, fazendo do ilógico uma válvula de escape. Ainda sim, não dá para recriminar essa gente.
Infelizmente, várias outras vidas foram comprometidas com a tentativa frustrada de 18 dias de bastante repressão, mas os egípcios conseguiram! Derrubaram o governo de Hosni Mubarak, voltaram a ter esperança e despertaram o mesmo sentimento em várias outras civilizações que, ainda, continuam a se expressar publicamente em prol de mudanças na política nacional.  
Quem vai contestar que manifestar, protestar, reivindicar são atitudes erradas? É mais do que visível [e os acervos históricos comprovam] que é “sob pressão” que as coisas funcionam! E se esse é custo da liberdade, OK. 2012, aí vamos nós!!!


(Segunda publicação da coluna "Coisas para pensar..." do impresso Correio do Sudeste - GO)

Dilma: She’s the woman!

"Votem 13, ferrem o Brasil Dilma vez e tenham o que Temer”.

Quem não ouviu frases nesse estilo nas últimas campanhas eleitorais que antecederam 2011? Até os adeptos aos trocadilhos que polemizaram essa época eleitoral devem a partir de agora, na verdade a partir do dia 1º de janeiro, tomar partido da situação e concordar que a causa é de responsabilidade conjunta. Se apartidários (ideologicamente) troquem o termo ‘tomar partido’ por CONSCIENTIZAR. Afinal, em uma mesma chapa onde PT e o coadjuvante PMDB disputam o mesmo ideal, não há com o que se espantar, pelo menos não no Brasil, onde as discussões têm se concentrado nas cadeiras do Legislativo que são ocupadas por piadistas, ex-jogadores de futebol e demais pessoas que perdem popularidade na mídia e apelam pela carreira política.
Mas é fácil demais falar a respeito, não?! Deixemos de lado o comodismo!
O que vem ao caso agora é que com mais de 55 milhões de votos computados elegemos Dilma Vana Rousseff, a primeira mulher presidente da República Federativa do Brasil. De um operário, humilde e semianalfabeto a uma mulher. É... Nosso país é mesmo digno de notoriedade política. E que façamos jus!    
Caros leitores, essa mera articulista que vos escreve confessa não ter votado em Dilma, mas a partir do momento que um novo candidato é eleito, eu aplaudo a democracia e visto a camisa da minha nação, com muito orgulho! E é isso o que devemos fazer para viabilizar uma política transparente, mesmo que insatisfeitos.
Quem tem críticas a fazer e cargos a contestar deveria tê-lo feito ao votar, pois o momento agora é de pensar no futuro do país em benefício de todos. É hora de focarmos na nova presidência e nos demais representantes dos próximos quatro anos. É hora de fiscalizar as decisões da Era Dilma.  
Neste momento as preocupações devem ser outras. Temos um Congresso com suas sessões ordinárias e extraordinárias para acompanhar; temos decisões a apoiar; outras para mobilizar; TEMOS e DEVEMOS ter conhecimento de tudo o que moverá nosso país neste novo mandato.  Como cidadãos, nós vivemos para reclamar o que é nosso por direito, certo?
Dilma já deu uma palhinha de que foi certeira em seus discursos. Prometeu uma “política de impunidade” àqueles que agem contrários às leis da ética, prometeu uma política mais limpa e antes dos 20 primeiros dias no cargo, Dilma afastou do posto o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Joaquim Soares Neto, devido à falha no sistema de classificação dos candidatos ao Enem, situação que gerou muita inquietação a estudantes do país inteiro.
Que esse seja um de vários afastamentos em prol de uma representação justa, além de um alerta aos errôneos que têm por vir... E a tendência é que Dilma “apareça mais vezes” nestes próximos dias, então, vamos ficar atentos ao parlamento que rege nosso Brasil e vamos dar um voto de confiança para quem muito promete agregar ao Executivo.
E se dias piores virão... Que “the woman” consiga contornar a situação! E eu não estou falando de Dilma, mas sim, de Marcela Temer, que com sua beleza estonteante toma as rédeas de qualquer momento e vira foco principal nas lentes midiáticas.
Ah, é isso que o povo quer ver! 
Sou Caroline Aleixo, estudante de jornalismo (mas já formadora de opinião), mineira, apartidária e valorizo muito o exercício da cidadania.
Muito prazer! 

(Primeira publicação da coluna "Coisas para pensar..." do impresso Correio do Sudeste - GO)

Paz por anseio ou por conveniência?

(É com essa pergunta que você deve começar a ler este post e refletir a resposta a cada frase).

É... Um ano que se finaliza e com ele se vão momentos maravilhosos, bênçãos, pessoas, planos, projetos, frustrações e realizações. É o ciclo da vida, mas para muita gente é só MAIS UM ANO que chega ao fim. Não deveria ser!
Já parou para pensar que um ano são (não exatamente) 365 dias vividos? Se você não fez nada do que planejou ou não conseguiu planejar o que fazer, você ainda teve 5 horas a mais para fazer de seu 2010 o esperado. Foi pouco? Ainda restou mais 49 minutos e 12 segundos para mudar! MUDANÇA! Sabe do que eu me refiro? A uma possível alternativa: mudar. Sejam as atitudes ou conceitos. Se em quase 366 dias não soubemos aproveitar cada instante e fazer o que deveria ser feito, por falta de tempo não foi!
Enquanto a gente não muda você percebe que o Planeta continua em constante órbita elíptica, né? Em 8.760 horas tantas coisas aconteceram, tantas pessoas passaram a desacreditar em seus sonhos, muita gente só queria um ano tranquilo, saudável... “Repleto de paz”.
Começamos em 1º de Janeiro de 2010, o dia considerado 'Dia da Paz Universal' parou o país inteiro com as fortes chuvas e deslizamentos de terra no litoral brasileiro, fazendo várias vítimas. Foi só o primeiro dia do ano que marcou quase 9 mil horas de muita destruição e lágrimas intermináveis.
No mesmo mês uma série de terremotos abalou [sentido conotativo] o mundo, mas quem mais sentiu foram os pobres haitianos que como se não bastassem as mais de 200 mil mortes e 300 mil feridos [sentido denotativo], os estimados 2 milhões de desabrigados estão sendo exterminados pela fome, pela miséria, pela CÓLERA! Uma doença que já havia sido erradicada no século XX em vários países e que só depende da saúde pública e autoridades sanitárias para ser minimizada. Já são quase 4 mil casos notificados e a doença começa a se alastrar para outros países.
Um mês após, outro terremoto. Em escala menor, mas que contabilizou mil vítimas no Chile.
Mas não só de cataclismos ambientais “resiste” o ser humano...
O ano de 2010 também foi marcado por uma onda de violência que não cessa e que vem de anos. Os conflitos ideológicos e/ou territoriais continuam devastando o continente asiático. Para quem acompanha os noticiários percebe que nem é novidade mais os atentados que matam cerca de 20 pessoas DIARIAMENTE, nada muito exato, claro.
Não dá para fazer uma retrospectiva de tudo o que aconteceu em nosso Dois Mil e Dez. Óbvio que momentos alegres aconteceram. Sempre acontecem! Mas alerto para o principal: ausência de paz! Algo que desejamos uns aos outros em toda passagem de ano e de tão desejada, se torna banalizada, pouco disseminada. 
Essas populações, castigadas pela violência e amaldiçoadas pela fúria da natureza, são exemplos notórios de que não dá para permanecer com nossos pensamentos egoístas. Temos obrigação de nos preocuparmos sim! E demonstrar um mínimo de compaixão pelos nossos irmãos de terra. Se você não pode fazer nada de muito concreto, tenha FÉ e interceda por eles.
Paz é uma palavra tão pequena, mas que representa muito. Tanto é que organizações mundiais tentam viabilizá-la, mas é algo que depende de todos nós, é obrigação mútua! Não é a ONU nem prêmios Nobel que vão mudar essa visão de mundo se a espécie humana não fizer por merecer.
Que nesta passagem de ano você possa desejar paz, muita paz, mas reconhecendo a força do desejo sincero desse estado de espírito. Comece a entender a importância dos votos para um próximo ano feliz e menos desumano.
Não seja conveniente, seja proeminente!


 “Tenha um Ano Novo cheio de PAZ. Feliz 2011!” 

Se a Política virou piada, os palhaços somos nós

Claro que política nunca interessou a maioria, principalmente ao universo jovem. Mas de uns tempos para cá o que parece é que as pessoas querem mesmo ver “o circo pegar fogo”, não se preocupam com a nação nem com ninguém, querem simplesmente bancar o Pôncio Pilatos, lavar as mãos, chutar o balde e pagar para ver. Pensam que não têm nada a perder, creio.
Dá desespero assistir ao horário eleitoral e ver quantos incapacitados e debochados insistem por um voto nosso. E o pior de tudo isso é que o ridículo se torna engraçado aos nossos olhos e, uma vez já fragilizados com tanta ruptura da ética parlamentar, nos deixamos levar pelas sátiras e ‘apelação’ desses candidatos.
É cômico sim, muito! E a gente se diverte, mas e depois? Dar um voto a essas pessoas só para concluir que “pior do que tá não fica” valerá a pena?
Primeiro começou com o falecido candidato a deputado federal, Clodovil, que no início parecia inacreditável, muitos protestaram e ainda sim ele foi eleito. Morreu. (Não que isso tenha a ver com o fato, nem vem ao caso).
Nessas eleições temos futuros representantes como Ronaldo Esper, Maguila, Tiririca, Mulher Pêra, Maçã, Uva... Ah, é uma salada de frutas total! De pizza a salada de frutas, eita Congresso Nacional!
E por que culpá-los? Eles não estão simplesmente lá por estar. NÓS os elegemos!!!
Cada país tem a política que merece, nós temos os candidatos que merecemos.
Isso acontece porque não nos importamos e conformamos com a situação. Um voto consciente deveria ser o quesito mínimo ao exercer a cidadania. Não é votar nulo, votar em branco ou desperdiçar o voto por acreditar que tal candidato não se elegerá, mas é VOTAR COM A CONSCIÊNCIA TRANQUILA.
Os candidatos sem escrúpulo algum e, que por ventura, são os mais cotados aos cargos estão à frente da candidatura porque sabem que uma maioria sem discernimento (para não chamar de idiota) vai apostar votos neles. Estão nos chamando de BURROS e a gente bate palma? Seria irônico reclamar da política brasileira!
O circo está armado e eles estão lá porque tem público para isso. São uma piada, mas nós somos os otários, os palhaços, meros peões.
Foco nas eleições!

Aonde foram as crianças?

Houve uma época em que as viam em ruas brincando de pular corda e amarelinha. Outras saíam em turmas para brincar de pique esconde e bandeirinha estourada. Piqueniques eram tão comuns nos parques da cidade... Desenhos animados como Caverna do Dragão, Capitão Planeta, He-Man, sem contar os animes que passavam na Manchete, faziam a alegria de várias delas. 
E para onde essas crianças foram?
Nesse tempo as bibliotecas e centros de pesquisa viviam cheios de gente, os estudos eram mais consistentes, as pessoas demonstravam uma intelectualidade mais crítica e as correspondências postais estreitavam a distância entre os amigos e os familiares. Nessa mesma época, crianças brincavam na rua enquanto os pais assistiam ao telejornal à espera delas para o jantar.
Para onde foram essas crianças?
Éramos nós, dos anos 90...
Muitos se dedicam aos estudos e buscam sucesso na carreira profissional, já outros foram precoces no trabalho, deram prioridade a ele antes mesmo dos estudos. Mas acredito que a maioria esteja satisfeita com o que foi vivido. E concordo quando dizem que os anos 90 foram a última infância.
Passou tão rápido, mas foi tão divertido!
E é triste ver que as crianças de hoje têm “amadurecido” rápido demais. Trocaram todas aquelas brincadeiras saudáveis pela tela do computador, pelas redes sociais. O progresso talvez, realmente, tem contribuído.
São horas e horas na frente de um computador, têm como ídolos os “Colírios da Capricho” ou são fissuradas pela saga Crepúsculo, parecem viver por isso. E pior são aquelas que estão nas filas das casas noturnas, menores, com um copo de Marguerita em mãos.
Isso diz respeito às de classe média à alta, do outro lado da situação, estão aquelas à mercê do mundo da criminalidade. Em uma entrevista, uma garota de 14 anos, envolvida em um homicídio na cidade de Uberlândia (MG), disse ao repórter: “Ajudei [na morte] e faço quantas vezes forem necessárias”. 
E se a tendência é piorar, sinto muito medo e uma grande tristeza de ver em que ponto as coisas chegaram. A educação pode ser outro fator contribuinte. Quando se trata da “massa corpórea” a alimentação e os transgênicos? Quem sabe! É estranho ver uma garotinha de treze anos com o corpo de uma de vinte.
Assim é o perfil das “crianças” do século XXI: negam a infância, desconhecem que o ser humano passa por um ciclo vital onde as etapas deveriam ser compreendidas e, no mínimo, respeitadas.



Imagino essas pessoas em sua fase adulta, sem muitos anseios, quase nada de expectativa de vida. Viveram antes o que deveriam viver naquele momento e agora? O que resta? Que Deus tenha piedade de nossas futuras gerações e que nós, continuemos rezando por nossas crianças. Ainda deve haver um jeito... Uma solução... Menos progresso... Sei lá! Quem souber que me avise. Enquanto isso permanecerei aliada à sábia Dona Esperança.





A Copa acabou. E agora?

É incontestável que a Copa do Mundo é uma ocasião em que todas as pessoas (ou quase todas) esquecem os problemas pessoais e sociais para vibrarem pela seleção do país de origem ou no mínimo a de sua preferência. Esse ritmo empolgado de torcer dá uma trégua às discussões polêmicas do Planeta: criminalidade, desemprego, pobreza, poluição.

Mas agora a Copa foi encerrada, na verdade para nós brasileiros e patriotas (embora muitos discordem) a Copa acabou nas quartas de final, mas de definitivo a Espanha levou a melhor, em minha opinião, merecidamente. Sim. A Copa acabou, pois #WorlCup já não é um dos assuntos mais comentados do Twitter.
O fato é que em momento algum pensei em escrever este texto para falar sobre o evento esportivo, ao contrário, para demonstrar a importância de voltarmos a atenção para coisas menos relevantes. A Copa parou o mundo, mas o mundo não parou pela Copa!
Um exemplo disso está evidente nas eleições 2010. Faltam cerca de 80 dias para escolhermos nossos representantes nos próximos quatro anos e certamente muitos mal sabem quem são os candidatos à presidência e o que dirá têm a consciência de quem votar. Pensam na Copa de 2014 no Brasil, mas até chegar lá não sabem o quanto quatro anos são preciosíssimos, principalmente, para nossa política que tem deixado a desejar.
Ao invés de focarem no exercício da cidadania, preocupam-se com a “intelectualidade paranormal” de Pulpo Paul, o polvo vidente. É triste! Aliás, isso me intriga muito... Vivo em uma época em que bichos são inteligentes e humanos inconsequentes: assassinos, ladrões, pedófilos, mesquinhos, grotescos... Não dá mais para discernir o ser racional do ser irracional. Alguém arrisca? Só uma tag para isso: #LostWorld.
Voltemos ao assunto (sem ter saído dele).
Assim como as eleições prestes a acontecer os indicadores sociais também não pararam. Já foram contabilizados aproximadamente 50 mortes e 80 mil desabrigados nas enchentes de Pernambuco e Alagoas; os conflitos no Oriente Médio somam, nem sei quantas mortes, mas são MILHARES, acreditem! Desde militares, civis, culpados a inocentes... Fora os outros conflitos atuais – sejam territoriais, religiosos, por independência – que não tenho dados consistentes, mas que também o número de mortos estampa com várias centenas nossa infeliz realidade. O maior desastre ambiental dos EUA não foi amenizado e talvez não seja, o vazamento de petróleo no Golfo do México equivale cerca de 10 a 25 mil barris por dia, comprometendo a fauna marinha, economia e principalmente, o oxigênio devido às fumaças tóxicas liberadas do acidente ecológico é... O Oceano Atlântico pede socorro. O meio ambiente clama por ele mais ainda! Falando em socorro, o Haiti ainda não recuperou parte de suas perdas com o último terremoto, ainda são mais de 1,5 milhões de pessoas desabrigadas, vivendo em condições desumanas. Ah, uma notícia boa: A economia brasileira está em superávit, no mesmo compasso da violência e criminalidade.
Cansei dessas informações!
As coisas tendem a piorar em todos esses quesitos, e eu estou muito preocupada, mas em nenhum momento ignorei minha parcela de culpa na distração de “coisas menos relevantes” deste tipo. O momento certo passou da hora, mas ainda há tempo.
Tirando as fatalidades, acredito que a solução de muitos destes problemas pode começar da escolha certa de um representante parlamentar, por exemplo. Eu espero.
Um simples voto vai muito além do que alguns caracteres teclados numa “caixa eletrônica”. Um voto é capaz de decidir o que uma nação viverá nos próximos anos, perdas e ganhos.
Desliguemos do que é banal perto desses números. Vamos nos importar mais com o Brasil, com nossos aliados, com nossos irmãos de terra. Basta ser consciente e estudar as propostas de cada candidato, na boa? Ninguém precisa de um polvo “inteligente” para realizar essa função. É dever de todo e qualquer cidadão. FOCO NAS ELEIÇÕES!

A "representação simbólica" da mulher hoje

Uma sexy simbol, uma dona de casa e uma mãe... Assim tem sido cultuada a mulher nos dias atuais. Num tempo em que muito é cogitada a conquista da sua emancipação social, estupidamente, a mídia parece ter banalizado o fato.

A que remete a um objeto sexual tem faturado milhões e milhões aos anunciantes; a dona de casa está cada vez mais fragilizada e domesticada ao seu mundinho de 'boa moça'; e a que é mãe, tem o tempo ocioso para a família e não tem se preocupado tanto com o seu próprio momento. Quanto à empreendedora, a intelectual e a independente, quase não aparecem, quase não existem, quase não dão lucro! É uma lástima futilizarem a mulher desse modo. Machismo inconsequente, ignorância humana! Mulheres são muito mais do que objetos de fácil manuseio, muito mais do que um símbolo estereotipado, mulheres são a grande maioria da sociedade, a propósito, mulheres dão origem à sociedade!

(Não sei quando escrevi isso, lembro que foi para uma conclusão de um trabalho acadêmico e estava perdido nas postagens não publicadas).

A importância do sorvete para a paz mundial

Seria estranho se não tivesse a ver. É cientificamente testado e provado (por mim) que o sorvete é fator contribuinte à paz mundial, pois analise bem: que criança não se alegra ao saborear a guloseima? E a essa altura do caos - onde nos encontramos fragilizados com tanta violência propriamente dita, tantas guerras desnecessárias, tanto ódio e pobreza de espírito - o sorriso singelo e espontâneo de uma criança faz uma grande diferença para quem o recebe. Mesmo que estejamos preocupados com os problemas corriqueiros da nossa sociedade, sentimos num sorriso ingênuo de criança, uma serenidade capaz de contribuir ao otimismo. Ou seja: o sorvete faz a criança sorrir, que dá esperança a quem vê e que estimula um bem-estar a todas as pessoas.
Crianças tomem sorvete o tempo todo!
É o tipo de sobremesa para qualquer momento, no calor é imprescindível e no frio dizem que é a melhor época para tomá-lo. Se não sustenta o organismo, alimenta a alma. Ah! Esqueçamos os ditos. Se o sorvete apazigua o mundo, não há contra-indicação que o proíba de estar em nosso cardápio cotidiano.
Em seus mais variados estilos e sabores, a “pastinha cremosa adocicada”, remete sensações auspiciosas a quem degusta. O preferido sorvete de chocolate, por exemplo, aguça todos os desejos e dá prazer de satisfação, além de curar qualquer ansiedade. Já o de morango com uma calda caramelada... Hmm... Acalma tanto quanto o de maracujá. O de açaí e limão, ao contrário, dá estímulo à pró-atividade. Há tanta opção para se sentir bem tomando sorvete que na dúvida de saber qual escolher, opte pelo sabor napolitano porque não há erro. Ele equilibra todas as sensações de uma só vez.
Se no sorvete encontramos solução para nossas frustrações, tristezas e demais problemas por qual motivo teríamos necessidade de desejar e atrair coisas ruins? Não haveria inveja, nem rancor. Não haveria rivalidade, não haveria violência!
E já tem muita gente promulgando a paz há um tempão. Eu admiro os sorveteiros, principalmente os ambulantes. Tudo começou por eles que despertaram o sentimento em mais pessoas, que abriram quiosques em praias e clubes. Os mercados e mercearias aderiram a ideia e também passaram a contribuir para a campanha. Atualmente, vendem-se sorvetes em quase todos os lugares: escolas, papelarias, hospitais, livrarias, etc. Dizer “vou ao açougue comprar sorvete” nem é piada hoje em dia.
Coisa mais bela de se ver, mas não bastam alguns e outros! Todos nós temos que fazer nossa parte na promoção da paz.
Então abrace essa ideia!
“O mundo só terá paz se sorvete tomarmos mais.”

Texto escrito para a seleção de estágio da Wik Solutions/ TV Vitoriosa. Ah, eu consegui o estágio. 

Dourado, Big Brother Brasil e alguns desabafos

Uma segunda oportunidade que aparentemente não daria em nada e ‘pá’! Dourado está lá, bem na final.
Duas formas de agir: ou odiá-lo ou fazer de um todo para que ele ganhe o BBB10.
No início era o insuportável que ninguém dava duas semanas e de repente, a concepção do público inverte “o destino” do jogo.
“Merchan”? Falsidade? Estratégia? Que seja. Afinal, Big Brother Brasil é um reality onde todos os participantes se submetem a qualquer coisa para ganhar o prêmio final. Todos VÍRGULA, só aqueles que realmente entram no espírito da coisa. Marcelo Dourado entende disso e não vejo jogador melhor para ser digno ao prêmio de 1,5 milhão. Confesso, assim como muitos, que na primeira edição em que ele participou o ‘odiava’ e agora? Sou uma golden girl assumidérrima!!!
Dourado é mesmo uma lenda para o BBB, #douradofacts, movimentos #golden e #máfiadourada são um sucesso no Twitter! O que lhe rendeu uma popularidade ainda maior, claro.
O mais irônico é a décima edição do programa estimar um homossexual para ganhar e um dos favoritos pelo voto popular ser logo o mais “machão”, tachado até de homofóbico. Cômico, mas objetivo. Creio que isso prove que o Brasil ainda é um pouco conservador. Repito: CONSERVADOR e não preconceituoso.
Sinceramente, me surpreendo por fazer tanta apologia ao Dourado, mesmo porque, ele tem uma suástica tatuada no corpo e mais parece um brutamontes, digo, aparenta. Ele é ser humano e foi o mais discreto da edição!
Como disse Marcelo na segunda semana de confinamento: “Vamos ver se todo mundo tem uma segunda chance mesmo.” Aposto em você, querido! Se depender dos meus votos e da minha propaganda, você terá.
Sempre defendi a ideia de uma mulher linda, gostosa, inteligente e de classe média alta ganhar o programa, reconheço o quanto é inútil! Aparentemente, quem acompanha o reality e vota é uma maioria feminina e/ou homossexual que tem a consciência de que para a mulher é fácil demais se dar bem após o programa, com campanhas fotográficas, por exemplo. Poxa! Então por que não se faz um programa só com homens (heterossexuais ou não) já que uma mulher nunca vai ganhar? (Digo uma mulher “linda, gostosa, inteligente e de classe média alta”). DESABAFEI!
O que eu esclareço com isso é que seria bacana se a Fernanda ganhasse essa edição, mesmo porque ela se encaixa perfeitamente nesse padrão... Mas quando se trata de Marcelo Dourado qualquer ideia é relevante!
Ah! E Big Brother pode até ser uma big bosta, assim como muitos dizem. Mas quem “mete o pau” é quem mais procura saber a respeito para ter o que reclamar. Viva a alienação! Viva o BBB! Viva Marcelo Dourado! E não viva o Rick Martin. Snif...

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"Nunca satisfarei a todos e eu nem quero! Os célebres pensadores sempre foram criticados e nem por isso deixaram de contribuir para a inteligência e conhecimento humanos." (Carol Aleixo)